Onde estão os empregos agora
 

Em 2009 enquanto parte da indústria demite, o varejo contrata mais do que no levantamento de 2008.

 

Na quinta edição do Especial de Emprego da revista Você S.A., o número de vagas é recorde. São 115.931 oportunidades em 36 empresas de todo o Brasil, uma média de 3220 por companhia. No ano passado, o especial trouxe um número maior de organizações privadas (53) que anunciaram 59.853 oportunidades, uma média de 1129 vagas por empregador. Os números espantam se considerarmos a crise que está assombrando empresas e profissionais, com redução de custos e pessoal. Na verdade, os dados de 2009 refletem o paradoxo atual entre os setores da economia: enquanto parte da indústria demite, o varejo, principalmente aqueles de produtos de consumo essencial e de baixo custo, como os supermercados, contrata mais do que no levantamento de 2008. Dados do governo federal reforçam o paradoxo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), processado pelo Ministério do Trabalho, no primeiro mês do ano 1.318.298 postos de trabalho foram fechados – o pior mês de janeiro desde que a metodologia do Caged foi mudada, em 1999. No entanto, no mesmo mês foram admitidos 1.216.550 profissionais – o segundo melhor resultado para o mês. "As contratações devem continuar, porque o Brasil tem setores em expansão apesar da crise. Não nos damos conta disso porque não estamos psicologicamente acostumados com esse crescimento", diz Fernando Mantovani, diretor da empresa de recrutamento de executivo Robert Half.

Empregos na região sul

O agronegócio é uma das vocações da região. Não à toa, é onde estão concentradas as vagas no setor de bens de consumo (especificamente, o de alimentos). Uma sondagem feita na região pela consultoria PricewaterhouseCoopers em novembro de 2008 com 54 empresas que, na maioria, faturam acima de 100 milhões de reais mostrou que 31,5% delas pretendem contratar pessoas este ano – 5,9% estimam abrir mais de 1000 vagas. Os analistas, técnicos e assistentes serão os maiores beneficiados com oportunidades em 94,1% das companhias. Em seguida, vêm supervisores e coordenadores, com chance em 23,5% delas, e gerentes com 17,6%. "Há empresas que não foram afetadas. A principal conclusão é que as coisas não estão tão ruins quanto parecem", diz Carlos Biedermann, sócio e líder da Prince para a região Sul.

 

 

Fonte: Você s/a - Março 2009